Seis Meses...
Seis meses! Seis meses de vida da Pauta Humana – Associação Cultural. Como na vida de qualquer outra criança não contabilizamos aqui nestes números a fase da concepção – por respeito pela intimidade dos pais, talvez.
Seis meses volvidos após um mês de Janeiro frio e chuvoso e o nascimento calmo e sereno desta criança que, não fosse a família mais próxima ninguém teria dado por ele, o que temos a dizer deste ser?... Antes de mais, temos a dizer que não fosse o suporte forte e coeso dos pais, apesar dos medos e da escuridão em que por vezes viviam (sem nunca o demonstrar) esta criança dificilmente viveria estes meses com a alegria e leveza de espírito que viveu. Foram muitas as horas esquecidas, perdidos na amálgama de trabalhos que não dominavam e para os quais nem sequer tinham a ferramenta. Mas, tal como diz o ditado “a necessidade aguça o engenho” e estes pais tornaram-se “engenheiros” do improviso, “fazendo das nuvens tecto e do mar chão”.
Seis meses volvidos após um mês de Janeiro frio e chuvoso e o nascimento calmo e sereno desta criança que, não fosse a família mais próxima ninguém teria dado por ele, o que temos a dizer deste ser?... Antes de mais, temos a dizer que não fosse o suporte forte e coeso dos pais, apesar dos medos e da escuridão em que por vezes viviam (sem nunca o demonstrar) esta criança dificilmente viveria estes meses com a alegria e leveza de espírito que viveu. Foram muitas as horas esquecidas, perdidos na amálgama de trabalhos que não dominavam e para os quais nem sequer tinham a ferramenta. Mas, tal como diz o ditado “a necessidade aguça o engenho” e estes pais tornaram-se “engenheiros” do improviso, “fazendo das nuvens tecto e do mar chão”.

E depois? Depois foi a história até ao dia de hoje. Foi a história de uma criança muito querida por alguns, esquecida por outros e desconhecida para a maioria. Ainda assim, esta criança não hesita e pé ante pé trilha o seu caminho, sem a mão de ninguém, apenas com o olhar dos pais distantes a sorrir orgulhosos; e amigos, que entretanto fez, a servirem o caminho como se de pedras da calçada se tratassem – todos eles fundamentais para cada passo, sobretudo quando se é pequenino e se caminha sem a mão de ninguém. Mas é isto que estes pais querem desta criança: uma criança de cabeça erguida confiante no passo seguinte, porque sabe que não vai cair porque os amigos estão no caminho e sabe ainda que esses amigos serão cada vez mais e mais.
Quando esta criança entrar na escola e lhe pedirem o desenho com as pessoas mais importantes da sua infância, irá desenhar uma multidão onde estarão pessoas como o Bruno Pinho, o Rui Monteiro, o Sérgio R. Estima, o Carlos Ferreira, a Cátia Pinheiro, o Tó Torres, o Luís Santos, a Helena Bellamy, a Catarina Azul, a Catarina Tavares, a Cláudia Tavares, o Filipe Henriques, o Pajó, o Manuel Júlio, o Brian Carvalho, o Ricardo Oliveira, o Sérgio A. Estima, a Vânia Caetano, a L.A.A.C. - Secção Cultural, a Tuna Mourisquense, o Grupo de Teatro da Tuna Mourisquense, a Companhia do Jogo, a ArTeC, a UziFilmes, o Projecto XaTa, o Luís Belo, a Elizabete Ribeiro, a Raquel Ribeiro, a Ana Lúcia Leitão, a Marlene Ribeiro e outros.
Em Setembro regressamos a esta infância associativa!
Carlos Ferreira
